06 A Curva
A CURVA
(Letra: Eduardo Santos / Música: Cidadão Comum / Trombone: Max ...)
Vou te contar do tempo que eu perdi,
Da vida que eu podia ter,
Sonhando vários sonhos coloridos por TV
Daqueles que se paga pra se ter
Depois de um dia cinza de concreto
De poluição e de cansaço,
Achar que como na novela a vida é fácil
Essa esperança eu já cansei de ter
E há que se ter nervos de aço,
Pra seguir sem compreender o caminho mais fácil
O caminho de não escolher
Pois se escolhe é labutar ou labutar
Entre morrer de fome ou se deixar levar
Levar a vida do jeito que dá
Pra depois da vida pintar uma tal louca vontade de voltar
Se a minha vida for sobreviver e sub-viver
Se viver pra mim for só não morrer
Então chegou um tempo em que eu quis
Sonhar o sonho que ninguém coloriu pra mim
E enxergar além do cinza do concreto
Dedicar meu sangue ao caminho que ele quiser seguir
Seguir o ritmo contrário ao da levada
Sem chagada, sem hora marcada
Essa levada, esse ritmo cada um traz em si
A gente escolhe sim no que vai dar
A gente entorta se a curva da vida for quebrar
A gente escolhe o que na vida vai labutar
É a gente que dita onde a curva da vida vai chegar
Pra depois da vida não dar
Uma tal louca vontade de voltar
Se um dia eu perceber
Que viver pra mim foi só não morrer
E aí como é que faz
Se eu não puder sequer querer
Fazer do jeito que eu quiser fazer
E aí como é que faz?
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